Após vai-e-vém jurídico, presidente da Corte acata pedido da PGR para cancelar decisão do Tribunal do Rio que deu poder ao prefeito Crivella para fiscalizar material com temática gay no evento
O arroubo público de censurador do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella chegou ao fim neste domingo, dia 8. Ao mesmo tempo em que a Bienal do Livro se encerra depois de 10 dias de evento, o Supremo Tribunal Federal ratifica que o gesto de Crivella, de colocar seus fiscais para percorrer os estandes de livro atrás de suposto conteúdo impróprio, está descolado da democracia do Brasil. “O regime democrático pressupões um ambiente de livre trânsito de ideias”, afirmou Dias Toffoli, presidente da Corte, a quem coube a análise do pedido da procuradora Raquel Dodge de proibir a ação de apreensão de livros na Bienal, solicitada pelo prefeito Crivella na sexta-feira depois de se sentir contrariado por causa do desenho de um beijo gay do HQ Vingadores, a Cruzada das Crianças, num dos estandes da Bienal. Assim, a decisão anterior, do Tribunal de Justiça do Rio, que dava aval a Crivella, foi derrubada.


