A cidade ainda tem uma farmácia com PH, a escola técnica mais antiga em funcionamento no Estado, um Carnaval que enche de lantejoulas as pedras irregulares da Avenida do Samba e é mãe do Pico Paraná, o mais alto do Sul do País (1.877 metros).
O Centro da cidade também preserva os casarões de muitas beiras, que são aqueles prolongamentos de telhado sobre as paredes externas e partícipes do ditado “sem eira nem beira”, que indica os ricos e suas casas com camadas para o lado de fora (muitas beiras), ao contrário dos lares dos pobres, desguarnecidos de quase tudo.
AS DUAS – Antonina e Morretes estão separadas por pouco mais de 15 quilômetros e são senhoras de histórias bem parecidas e centros acanhados que guardam memórias de outro Paraná. Eram terras indígenas de matas e riachos praticamente intocados até a chegada dos primeiros povos portugueses e dos escravos arrancados da África, o que transformou a realidade desses locais (e do Estado) para sempre.
ANTONINA – Antonina é uma cidade litorânea e portuária de pouco mais de 20 mil habitantes. Ela foi tombada em 2012 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por seus valores extemporâneos à humanidade. Os principais atrativos são o centro histórico, a estação ferroviária e a Ponta da Pita, pequena faixa de praia do município.






