Concurso de Miss EUA terá concorrente transexual pela 1ª vez em sua história

Texto por: RFI   ⌚ 2 min


Kataluna Enriquez, uma jovem coroada Miss Nevada no fim de semana passado, se tornará oficialmente a primeira rainha da beleza trans a competir pelo título de Miss EUA.

“Esta vitória é uma grande honra, especialmente durante o mês do Orgulho Gay”, disse a Miss de 27 anos, que começou a participar de concursos de beleza transgêneros em 2016, mas não havia ainda competido em competições cisgênero (pessoas que se identificam com o sexo designado no nascimento, ndr) até o ano passado.

De origem filipina, a Miss Nevada disse durante a competição que sofreu assédio e violência por causa de sua transidentidade. “Eu disse aos juízes que, como uma mulher transgênero negra e sobrevivente de violência física e sexual, sou tudo o que está sub-representado neste país. Nossas vozes contam”, disse ela ao Las Vegas Review Journal.

Kataluna Enriquez, que desenha e confecciona seus próprios trajes de competição, representará o estado de Nevada em 29 de novembro na eleição nacional de Miss EUA contra candidatas de outros estados norte-americanos.

Em caso de vitória, ela representará os Estados Unidos no concurso de Miss Universo, mas não seria a primeira candidata transgênero a fazê-lo: em 2018, as cores da Espanha foram defendidas por Angela Ponce, também transgênero.

A competição Miss Universo está, no papel, aberta desde 2012 para pessoas trans, mas nenhuma havia chegado a esta fase da competição antes de Miss Ponce.

A organização do Miss Universo, que na época pertencia a Donald Trump, se viu no mesmo ano no centro de um acalorado debate depois que a canadense Jenna Talackova foi desqualificada da final do Miss Universo canadense por não ter “nascido naturalmente mulher”.

(Com AFP)

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