Em fórum global, Guterres pede mais inclusão de pessoas com deficiência

Chefe da ONU afirma que, especialmente em tempos de crises, grupo é frequentemente negligenciado; mulheres e crianças são os mais vulneráveis; Unicef diz que 240 milhões de crianças possuem algum tipo de deficiência e metade nunca frequentou escola.

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O secretário-geral da ONU afirmou que, com a pandemia, a desigualdade entre pessoas com deficiência aumentou em todo o mundo.


António Guterres fez a declaração na abertura da Cúpula Global da Deficiência, que termina nesta quinta-feira, em Oslo, na Noruega.

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Vulnerabilidade

Ao destacar o aumento da vulnerabilidade, especialmente para as mulheres e crianças, Guterres disse que o grupo enfrenta dupla discriminação, além de alto risco de sofrerem violência e abuso.


Entre as crianças, os dados do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, apontam que 240 milhões vivem com algum tipo de deficiência em todo o mundo. Os números apontam que metade nunca frequentou a escola e pelo menos um terço não tem acesso à alimentação de qualidade.


Para reverter esse cenário, o chefe da ONU lembrou da publicação da primeira Estratégia das Nações Unidas para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, divulgada em 2019.


Segundo Guterres, o trabalho fornece uma estrutura clara para promover a inclusão da deficiência de maneira abrangente e coordenada, seja em relação à ação humanitária, aos direitos humanos ou ao desenvolvimento sustentável.


Prioridades

Para a Cúpula Global da Deficiência, o chefe da ONU traçou três prioridades: mais desenvolvimento inclusivo para pessoas com deficiência, larga cooperação e mais representatividade das pessoas com deficiência em papéis de liderança.


Guterres afirmou que as pessoas com deficiência devem estar no centro dos esforços, garantindo o acesso aos seus direitos em todos os lugares do mundo.


Ele voltou defender a reforma do sistema financeiro global para evitar que as pessoas com deficiência sejam negligenciadas, especialmente nos países em desenvolvimento, onde são as primeiras da falta de financiamento.


Guterres defendeu que todos devem ter acesso à educação, saúde e trabalho, podendo participar integralmente da sociedade.

@ONU BRASIL

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