Bolsa atinge recorde histórico e dólar cai para R$ 5,36

Otimismo com cenário fiscal e melhora no mercado internacional impulsionam o Ibovespa; investidores voltam a buscar ativos brasileiros

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) voltou a registrar alta expressiva nesta terça-feira (28), atingindo um novo recorde histórico e encerrando o pregão acima dos 131 mil pontos. O movimento foi acompanhado por uma queda do dólar, que recuou para R$ 5,36, após dias de instabilidade no mercado cambial.

O avanço foi impulsionado por indicadores positivos da economia americana e pela percepção de melhora no ambiente fiscal interno, após declarações do governo reforçando o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. O resultado reflete um maior apetite ao risco por parte dos investidores, que voltaram a aplicar em ativos brasileiros.

“O mercado reagiu bem à sinalização de responsabilidade fiscal e à expectativa de manutenção da taxa Selic. O fluxo estrangeiro segue positivo, especialmente em setores ligados a commodities e bancos”, avaliou o economista Ricardo Menezes, da consultoria ValorMais.

Setores em destaque

Entre as ações que mais contribuíram para a alta do Ibovespa estão as de Petrobras, Vale, Itaú e Bradesco, além de empresas do setor de energia e varejo. O petróleo em alta no mercado internacional também ajudou a valorizar papéis ligados à exportação.

O índice fechou o dia com alta de 1,8%, enquanto o dólar comercial registrou queda de 0,9%, cotado a R$ 5,36 para venda. O volume negociado superou R$ 30 bilhões, refletindo forte movimentação de investidores institucionais.

Expectativas para os próximos dias

Analistas projetam que o mercado deve seguir volátil nos próximos dias, à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros e dos dados de inflação de outubro.

“Se o cenário fiscal se mantiver estável e o ambiente externo continuar favorável, há espaço para o Ibovespa sustentar o patamar atual e até buscar novas máximas”, afirmou Menezes.

Com o dólar em queda, o movimento favorece também importadores, turismo e empresas com dívidas em moeda estrangeira, ao mesmo tempo em que pode pressionar exportadores nos próximos ciclos de venda.

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