Estudo aponta que bioestimulante pode aumentar em 10,2% a produtividade da soja sob estresse hídrico
Pesquisa publicada em revista científica internacional avaliou bioestimulante à base de alga marinha e observou maior resistência das plantas durante períodos de seca
Uma pesquisa conduzida pela empresa brasileira Síntese Agro Science e publicada em maio de 2026 na revista científica Journal of Crop Science and Biotechnology aponta que um bioestimulante à base da alga marinha Ascophyllum nodosum pode aumentar a resistência da soja aos efeitos da seca e elevar a produtividade da cultura em condições de déficit hídrico.
Segundo o estudo, o produto, denominado Domínio®, foi aplicado durante o estágio vegetativo inicial da soja (V4), fase considerada estratégica para o desenvolvimento da planta. Os pesquisadores avaliaram seus efeitos em condições controladas e também em lavouras submetidas a aproximadamente 15 dias de estiagem natural.
Respostas fisiológicas da planta
De acordo com os resultados apresentados, as plantas tratadas registraram aumento de 60% na concentração de clorofila total apenas sete dias após a aplicação, indicando maior capacidade fotossintética mesmo sob restrição de água.
O estudo também identificou maior atividade de enzimas antioxidantes responsáveis por reduzir os danos provocados pelo estresse oxidativo. Entre os resultados observados estão:
- aumento de 17,3% na atividade da catalase;
- crescimento de 33,9% da superóxido dismutase;
- incremento de 47,4% na atividade da peroxidase.
Segundo William Marcusso, diretor de Projetos e Inovação da Síntese Agro Science, essas enzimas ajudam a proteger as células vegetais durante períodos de seca.
“A intervenção preventiva, feita na fase inicial de crescimento, atua fisiologicamente para criar um escudo bioquímico, garantindo que a planta suporte as janelas de seca e as altas temperaturas sem abortar o desenvolvimento”, afirma.
Ganho de produtividade
Nos ensaios de campo, realizados durante um período de aproximadamente 15 dias de déficit hídrico, a área tratada alcançou produtividade média de 3.387 kg por hectare, enquanto a área sem aplicação registrou 3.073,6 kg por hectare, representando um incremento de 10,2% na produção, segundo os dados divulgados pelos pesquisadores.
Além da maior produtividade, a análise foliar apontou aumento na absorção de nutrientes importantes para o desenvolvimento da cultura, como cálcio, manganês, níquel e zinco.
Biotecnologia no manejo agrícola
A pesquisa reforça o crescente uso de bioestimulantes como ferramentas para reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura. Produtos formulados a partir de extratos naturais vêm sendo estudados por sua capacidade de estimular mecanismos fisiológicos das plantas, aumentando sua tolerância a períodos de estiagem e temperaturas elevadas.
Para a Síntese Agro Science, o uso preventivo desse tipo de tecnologia pode contribuir para reduzir perdas de produtividade e aumentar a previsibilidade das colheitas em um cenário de maior variabilidade climática.
Sobre a empresa
Fundada em 2018, a Síntese Agro Science atua no desenvolvimento de soluções em biotecnologia para nutrição vegetal, bioestimulação e manejo agrícola. A empresa afirma investir em pesquisas voltadas ao aumento da produtividade com menor impacto ambiental e foco em práticas alinhadas aos princípios ESG.
Fonte: Síntese Agro Science / Ammari Consultoria Estratégica de Comunicação.
Crédito das fotos: Divulgação.




