Gosta de trilhas e passeios ao ar livre? Região Metropolitana de Curitiba oferece surpresas

Para quem gosta de trilhas e passeios ao ar livre, a Região Metropolitana de Curitiba oferece opções para todos os gostos. Foto: Marina Rampim/IAT

Quem mora em Curitiba, mas curte passeios na natureza, tem diversas opções perto de casa. Morros, cachoeiras e trilhas para praticantes de todos os níveis revelam as belezas da Região Metropolitana.

    Os passeios ficam a gosto do freguês, que ainda pode escolher restaurantes e pousadas próximas para esticar o passeio, movimentando o comércio e os serviços dos municípios vizinhos.

    Conforme destaca o secretário para o Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Thiago Bonagura, fomentar o turismo no anel metropolitano é uma das prioridades da pasta para este ano.

    Criada em 2021, a secretaria articula o desenvolvimento integrado metropolitano e organiza o debate dos desafios comuns e de boas práticas, além de apresentar projetos e ações replicáveis entre as diversas cidades.

    “São 29 municípios e mais de 3,6 milhões de pessoas que se beneficiam com ações articuladas e integradas para atração e permanência de turistas na região. Queremos movimentar o comércio e os serviços e a região tem muito potencial”, explica o secretário Thiago Bonagura.

    As principais trilhas e parques ficam a poucos quilômetros da capital e não exigem nível de condicionamento avançado nem equipamentos específicos.

    Trilhas mais famosas

    Morro do Anhangava, Quatro Barras

    É um dos locais mais populares para os trilheiros e adeptos do montanhismo. A trilha para o Anhangava começa na base do Instituto Ambiental do Paraná, em Quatro Barras. São cerca de duas horas para subir e a vista do alto do morro é um espetáculo à parte.

    Pode ser feita por iniciantes, mas há trechos de pedras mais íngremes em que é preciso usar grampos como apoio. É possível ir e voltar pelo mesmo caminho ou fazer um trajeto circular. Você deve informar na base do IAP sobre a escolha do percurso.


    Pão de Loth, Quatro Barras

    O Morro Pão de Loth (1,3 mil metros de altitude) está no início da Serra da Baitaca, do lado direito do Caminho do Itupava, com o Morro do Anhangava nas proximidades. O percurso também começa no posto do IAP. Do alto é possível avistar a capital, a Baia de Paranaguá, Baía de Antonina, o Complexo Marumbi, o Pico Paraná e as costas do Morro do Anhangava.

    O Pão de Loth (ou Ló) recebeu essa denominação por se parecer com um tradicional bolo português. Era um ponto de parada dos tropeiros que vinham do litoral e paravam na gruta aos pés do monte.


    Morro do Canal, Piraquara

    A trilha é considerada relativamente fácil e bem sinalizada. Porém, há trechos íngremes e você vai precisar fazer uso de equipamentos específico (correntes, cordas ou grampos).

    O início é na BR 277, em Piraquara. Para chegar até o cume, o trajeto leva mais ou menos duas horas. Lá de cima é possível ver a represa de Piraquara e a cidade de Curitiba.


    Morro da Palha, Campo Magro

    Siga pela PR-090 até o pé do morro. Este percurso já requer um preparo físico um pouco maior, mas não é tão demorado. São quase duas horas até ser concluído. A vista é linda e frequentemente há praticantes de parapente por lá, além de ciclistas. Tem lanchonete e estacionamento.


    Morro do Cal, Campo Largo

    A chegada é pela Rua Caetano Munhoz da Rocha, s/n – Ouro verde, Campo Largo. O percurso até o cume, que tem 1.120 metros de altitude, também é realizado em cerca de duas horas. O local é famoso pela vista do pôr-do-sol. Do topo, é possível ver os municípios de Curitiba e Campo Largo.

    O local é indicado para praticantes de esportes como hiking, trekking, paraglider e montanhismo.


    Capivari Mirim, Campina Grande do Sul

    O Capivari Mirim é outro morro perto de Curitiba e de fácil acesso que oferece vistas lindas tanto da represa do Capivari quanto da Serra do Ibitiraquire, incluindo o Pico Paraná. O início é por Campina Grande do Sul.

    É uma subida constante, totalmente exposta ao sol e escorregadia. Portanto, comece cedo, leve ao menos dois litros de água e não esqueça do protetor solar e chapéu ou boné.


    Parque Estadual Pico do Marumbi (Piraquara, Quatro Barras e Morretes, na serra)

    Este é para os fortes. Começa na Estação Marumbi, em Morretes. São cerca de 14 km (ida e volta) e o tempo de percurso pode variar de 5 a 8 horas. No coração da Serra do Mar, o Parque Estadual do Marumbi revela as belezas da Mata Atlântica. Além das trilhas, há cachoeiras e opções de escaladas em paredes rochosas, com diversos níveis de dificuldade.

    Com 2,3 mil hectares, o parque foi criado em 1990 e é um dos principais atrativos turísticos do Paraná. O acesso ao parque só é possível por trem ou a pé.


    Dicas para quem quer começar

    • Tenha cuidado e respeite seus limites. Se informe sobre o trajeto antes de começar (grau de dificuldade da trilha, tempo de percurso para ida e volta, necessidade de equipamentos específicos)
    • Use roupas e calçados adequados, protetor solar e repelente
    • Não esqueça de se hidratar
    • Não faça trilhas sozinho e informe-se sobre o trajeto. Use um GPS ou um aplicativo de GPS para trilhas no celular
    • Grupos tornam o passeio mais divertido e seguro
    • Itens de segurança: água, lanche, lanterna, pilhas reservas, apito, celular carregado e agasalho e/ou cobertor de alumínio de emergência
    • Use roupas e sapatos adequados 
    • Preserve a mata. Não desmate nem abra vegetação
    • Nunca deixe lixo na natureza

    Por SMCS

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