Preço do petróleo dispara após pronunciamento de Trump sobre guerra com o Irã

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Barril chega a US$ 111 e registra maior alta desde 2020 com escalada do conflito

Por Redação Jornal de Curitiba | 04 de abril de 2026

Os preços do petróleo registraram forte alta na manhã desta quinta-feira (2), após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a guerra contra o Irã será intensificada nas próximas semanas.

O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase US$ 8 e passou a ser negociado em torno de US$ 108. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou cerca de US$ 10, atingindo US$ 111 por barril — a maior alta absoluta desde 2020.

Discurso intensifica tensão

Durante o pronunciamento, Trump destacou supostas vitórias militares e indicou uma escalada no conflito.

“Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra”, afirmou o presidente.

O discurso manteve o tom adotado nas últimas semanas, com declarações contundentes sobre o desempenho militar dos Estados Unidos no conflito, ainda que sem apresentação de evidências públicas detalhadas.

📊 Impacto no mercado de petróleo

Antes da guerra ~ US$ 70
Atual (2026) US$ 108 – 111
Alta +50%

Região estratégica pressiona preços

O conflito, que já dura 34 dias, começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano.

A região é considerada estratégica para o mercado global de energia, especialmente por abrigar o Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.

A instabilidade na área tem provocado distorções na cadeia de produção e distribuição de petróleo, elevando os preços e aumentando a preocupação com impactos na economia global.

Cenário de incerteza

Analistas apontam que, caso o conflito se intensifique, os preços do petróleo podem continuar em trajetória de alta, pressionando inflação e custos de energia em diversos países.

Enquanto isso, não há sinal claro de cessar-fogo, e o mercado segue reagindo com volatilidade às declarações políticas e movimentações militares.

Com informações da Reuters

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