Movimento é influenciado por cenário internacional e fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes
O dólar encerrou esta semana em queda no Brasil e atingiu o menor patamar de 2026, sendo negociado abaixo de R$ 5. Na sexta-feira (17), a moeda norte-americana fechou cotada a cerca de R$ 4,98, consolidando um movimento de desvalorização frente ao real.
De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil , o dólar à vista caiu cerca de 0,20% no último pregão da semana, acumulando recuo também no período semanal. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
O principal fator para a queda foi o alívio no cenário internacional, especialmente após a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota global para o transporte de petróleo. A medida reduziu tensões no Oriente Médio e impactou diretamente o mercado financeiro global. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Com a diminuição dos riscos geopolíticos, investidores passaram a buscar ativos considerados mais arriscados, como os de países emergentes. Esse movimento favoreceu o real brasileiro, contribuindo para a desvalorização do dólar no país. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Na semana, a moeda americana acumulou queda superior a 0,5% e já apresenta recuo de mais de 9% no acumulado do ano, refletindo um cenário de maior entrada de capital estrangeiro no Brasil. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
Impactos na economia
A queda do dólar pode trazer efeitos positivos para a economia brasileira, como a redução da pressão inflacionária, principalmente sobre produtos importados e combustíveis.
Por outro lado, o movimento também pode afetar empresas exportadoras, que passam a receber menos em reais pelas vendas realizadas em moeda estrangeira.
No mercado financeiro, o desempenho foi misto. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a semana em leve queda, influenciado principalmente pela desvalorização das ações do setor de petróleo, impactadas pela queda no preço da commodity. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Cenário segue atento ao exterior
Apesar da queda recente, analistas destacam que o comportamento do dólar ainda depende fortemente do cenário internacional, especialmente de fatores como conflitos geopolíticos, decisões de política monetária nos Estados Unidos e fluxo de investimentos globais.
A tendência para as próximas semanas é de volatilidade, com o mercado reagindo rapidamente a qualquer mudança no ambiente econômico global.
Fonte: Agência Brasil
