Curitiba avança no ranking nacional e se consolida como uma das capitais mais favoráveis para empreender
Levantamento aponta cidade como a segunda menos burocrática do País, com mais de 1,1 mil atividades liberadas sem alvará
Curitiba — A capital paranaense se destacou mais uma vez no cenário econômico nacional ao conquistar a segunda posição entre as cidades mais amigáveis para negócios no Brasil. O dado é do Ranking Nacional de Liberdade para Trabalhar nas Capitais, elaborado pelo Instituto Liberal de São Paulo (ILISP).
De acordo com o levantamento, Curitiba possui 1.164 atividades enquadradas na Lei de Liberdade Econômica, ficando atrás apenas de Porto Alegre (RS), que soma 1.178. Na sequência aparecem Boa Vista (RR), com 1.072 atividades, Recife (PE), com 830, e Salvador (BA), com 828.
A Lei de Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019), em vigor há mais de seis anos, foi criada para reduzir a burocracia e facilitar a abertura e o funcionamento de empresas no Brasil. A legislação permite a dispensa de alvarás para atividades consideradas de baixo risco, tornando o processo mais ágil e acessível aos empreendedores.
O ranking leva em conta o número de CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) adotados por estados e municípios dentro dessa legislação. Em Curitiba, o desempenho supera inclusive o do Estado do Paraná, que conta com 975 atividades enquadradas como de baixo risco.
“Curitiba está mostrando ao Brasil que é possível simplificar, inovar e gerar oportunidades para quem quer empreender. Já somos a capital mais rápida na abertura de empresas e estamos atraindo mais investimentos”, destacou o prefeito Eduardo Pimentel.
Facilita Mais amplia atividades
Um dos principais fatores para o avanço da capital no ranking é o programa Facilita Mais, lançado pela Prefeitura para ampliar a desburocratização. A iniciativa praticamente dobrou o número de categorias empresariais dispensadas de alvarás e licenças, passando de 606 para cerca de 1.200 atividades.
Entre os setores beneficiados estão transportes, serviços postais, instituições financeiras, construção civil e educação. Para empresas classificadas como de médio risco, o programa também permite a emissão automática do alvará logo após a criação do CNPJ, sem exigências prévias.
Segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, a redução da burocracia é essencial para estimular o empreendedorismo. “O poder público precisa ser um indutor do empreendedorismo, e é o que estamos fazendo com sucesso”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, reforçou que a simplificação dos processos impulsiona a economia local. “Quando o poder público confia em quem quer empreender, o trabalho floresce, as ideias saem do papel e as oportunidades se multiplicam”, disse.
Previsão de crescimento
A expectativa da Prefeitura é elevar o percentual de solicitações de baixo risco de 45% para 75% do total, o que representa cerca de 52 mil pedidos de abertura de empresas em 2026.
De acordo com Evelize Tarasiuk, gerente de cadastro da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento, outras medidas vêm contribuindo para esse avanço, como a adesão à Redesim, a revisão de legislações, o processamento eletrônico de dados e a integração entre órgãos públicos.
“Essas ações garantem aos empreendedores o início das atividades de forma rápida e descomplicada, contribuindo para o sucesso dos negócios e para o desenvolvimento econômico da cidade”, afirmou.
Abertura em tempo recorde
Curitiba também lidera o ranking nacional de agilidade na abertura de empresas. Segundo dados do Mapa de Empresas, do governo federal, o tempo médio para abrir um negócio na cidade é de apenas duas horas — cerca de 90% mais rápido que a média brasileira, que é de 21 horas.
A capital paranaense divide a liderança com Aracaju (SE). Em seguida aparecem Recife (PE), Porto Alegre (RS), Vitória (ES) e Florianópolis (SC), com tempo médio de três horas.
Fonte: Prefeitura de Curitiba e Instituto Liberal de São Paulo (ILISP).
