Petrobras reduz preço do diesel em R$ 0,35 por litro a partir de junho

Greve nacional dos petroleiros tem novas adesões

Desconto nas distribuidoras busca compensar retorno de tributos federais e evitar aumento do combustível para consumidores e transportadores.

Petrobras reduz preço do diesel e desconto entra em vigor nesta segunda-feira

Corte de R$ 0,35 por litro busca compensar retorno de tributos federais e garantir estabilidade no abastecimento

A Petrobras anunciou que reduzirá o preço do óleo diesel vendido às distribuidoras a partir desta segunda-feira (1º). O desconto será de R$ 0,3515 por litro e faz parte da política de subvenção econômica criada pelo governo federal para evitar impactos no preço final do combustível e garantir a regularidade do abastecimento nacional.

Com a medida, o preço médio de venda do diesel A comercializado pela estatal passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro, representando uma redução de aproximadamente 9,6% em relação ao valor anteriormente praticado.

Segundo a Petrobras, mesmo considerando a inflação acumulada desde dezembro de 2022, o novo valor permanece 37,4% inferior ao registrado no final daquele ano.

Medida compensa retorno de tributos

A redução anunciada pela estatal ocorre simultaneamente à reoneração das contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que também entra em vigor neste dia 1º de junho.

De acordo com a Petrobras, o desconto aplicado terá valor equivalente ao benefício concedido pelo governo federal, neutralizando os efeitos da volta parcial da cobrança dos tributos para os consumidores.

Na prática, a estratégia busca impedir que a recomposição tributária resulte em aumento imediato do preço do diesel nas bombas, preservando a estabilidade dos custos para transportadoras, produtores rurais e demais setores que dependem intensamente do combustível.

Governo cria subvenção para estabilizar mercado

A redução foi viabilizada após a publicação da Medida Provisória nº 1.363/2026, editada pelo governo federal no último sábado (30).

A medida autoriza a concessão de uma subvenção econômica de R$ 1,12 por litro aos produtores e importadores de diesel rodoviário.

O objetivo declarado pelo governo é preservar a oferta do combustível no mercado nacional, reduzir oscilações de preços e garantir o abastecimento em um momento de volatilidade no mercado internacional de energia.

A subvenção será destinada às empresas responsáveis pela produção e importação do diesel comercializado no país.

Impactos para a economia

O diesel é considerado um dos combustíveis mais estratégicos para a economia brasileira por abastecer grande parte da frota de caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e equipamentos utilizados em diversos setores produtivos.

Por isso, alterações em seu preço costumam ter reflexos diretos sobre os custos do transporte de cargas, da produção agrícola e da distribuição de mercadorias.

Especialistas avaliam que a manutenção da estabilidade do diesel pode contribuir para conter pressões inflacionárias, uma vez que o transporte rodoviário responde pela maior parte da logística de abastecimento do país.

A redução também pode beneficiar setores como o agronegócio, a indústria e o comércio, que dependem fortemente do transporte terrestre para movimentação de produtos e insumos.

Petrobras avalia nova política de subsídios

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou que ainda está analisando os detalhes da nova subvenção econômica criada pelo governo.

A companhia afirmou que eventuais decisões adicionais relacionadas ao programa serão divulgadas oportunamente aos investidores e ao mercado nacional.

A medida faz parte do conjunto de ações adotadas pelo governo federal para reduzir os impactos da volatilidade dos combustíveis sobre a economia e evitar repasses significativos ao consumidor final.

O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá também da evolução das cotações internacionais do petróleo, da taxa de câmbio e das condições de oferta do mercado global de combustíveis.

Fonte: Agência Brasil



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