Memorial da Resistência exibe filme sobre freira presa na ditadura

O piloto curitibano Zezinho Muggiati, campeão da Stock Light em 2023, que atualmente compete na Stock Car Pro Series, categoria principal da Stock. Curitiba, 14/03/2025. Foto: Valquir Aureliano/SECOM

Documentário será exibido no Dia Internacional das Mulheres

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Madre Maurina era diretora de um orfanato em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, quando foi presa, durante a ditadura militar, acusada de fazer parte de um grupo de oposição armada ao regime. A freira foi interrogada e torturada duramente pelos agentes da repressão, sem direito a um advogado e proibida de se comunicar com a família. Ela ficou meses na cadeia até que foi banida e enviada para o exílio forçado no México. A religiosa passou quase uma década no exterior e só retornou ao Brasil em março de 1979, depois que a própria Justiça Militar revogou a prisão decretada contra ela. ASSINE O GLOBO: http://assineoglobo.globo.com/ INSCREVA-SE NO CANAL: http://bit.ly/2BQvqB4 O SITE: https://www.oglobo.globo.com OS PODCASTS: https://oglobo.globo.com/podcast/ O FACEBOOK:   / jornaloglobo   O TWITTER:   / jornaloglobo   O INSTAGRAM:   / jornaloglobo   AS NEWSLETTERS: https://oglobo.globo.com/newsletter/c...

Neste sábado (8), quando se celebra o Dia Internacional das Mulheres, o Memorial da Resistência, na capital paulista, vai exibir o documentário Madre, que narra a história de Maurina Borges da Silveira, uma freira franciscana presa, torturada e exilada pela ditadura militar brasileira.ebcebc

Contada em audiência Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo em 2013, a história de Madre Maurina é considerada uma das mais emblemáticas da ditadura brasileira. “Envolveu todas as instituições, todos os sentimentos, toda a dignidade feminina, toda a dignidade da sociedade”, disse, na ocasião, Denise Assis, jornalista, pesquisadora da vida da madre e autora do livro Imaculada.

Madre Maurina era diretora do Lar Santana, um orfanato para meninas em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e foi presa no dia 25 de outubro de 1969. A acusação era de que ela acobertava militantes da Frente Armada de Libertação Nacional (FALN), que se reuniam e imprimiam material, considerado subversivo à época, no porão do Lar Santana. Mas, segundo o que se apurou na Comissão da Verdade, a madre não sabia que o grupo, que ocupava o porão do orfanato, fazia parte da resistência armada.

O documentário Madre é dirigido por duas mulheres, as documentaristas Ana Paula Pinheiro e Marcela Varani. Boa parte da equipe é formada também por mulheres.

Para contar a história, as documentaristas ouviram apenas mulheres: religiosas, historiadoras, jornalistas e ex-presas políticas.

“Mais de 50 anos depois do que aconteceu com Maurina, sua história ainda carrega perguntas e rumores nunca esclarecidos. O filme revisita locais por onde a freira passou desde a prisão em Ribeirão Preto, passando pelo exílio no México, até seus últimos dias. Áudios e arquivos em vídeo, muitos deles inéditos, enriquecem o roteiro, resgatando atrocidades do regime militar no Brasil, enfatizando reflexões sobre o papel das mulheres na resistência e fazendo um paralelo com o que vivemos hoje na democracia brasileira”, informa o material de publicidade do filme.

O documentário foi produzido pela NuOlhar filmes, com apoio de arquivos da Cinemateca Brasileira, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e da TV Cultura, além da cessão de músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil e Paulo César Pinheiro.

A exibição do filme começa às 15h, seguida por debate com as documentaristas. A entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas no site do Memorial da Resistência.

Por agência Brasil

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