Chanceler brasileiro terá reuniões com autoridades chinesas em meio ao fortalecimento das relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cumpre agenda diplomática em Pequim nesta semana para participar da quinta edição do Diálogo Estratégico Global (DEG) entre Brasil e China, considerado um dos principais mecanismos de coordenação política entre os dois países.
As reuniões ocorrerão entre segunda-feira (1º) e terça-feira (2) e reúnem representantes dos governos brasileiro e chinês para discutir temas da agenda bilateral, além de questões regionais e globais de interesse comum.
Durante a visita oficial, Vieira terá encontros com o vice-presidente da China, Han Zheng, e com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao. A viagem ocorre a convite do chanceler chinês Wang Yi, que também participará das discussões do diálogo estratégico.
Relação considerada estratégica
O Diálogo Estratégico Global foi criado para fortalecer a coordenação diplomática entre Brasília e Pequim e tem papel relevante na aproximação entre as duas maiores economias em desenvolvimento de seus respectivos hemisférios.
Segundo autoridades chinesas, a expectativa é ampliar a confiança política, aprofundar a cooperação econômica e fortalecer a articulação entre países do chamado Sul Global, grupo do qual Brasil e China são protagonistas.
Além das reuniões políticas, o chanceler brasileiro visitará o Museu Nacional da China, que sedia atividades do Ano Cultural Brasil-China, iniciativa voltada ao intercâmbio cultural e à aproximação entre os dois povos.
Comércio bilateral em nível recorde
A viagem acontece em um momento de forte integração econômica entre os dois países.
De acordo com dados do Itamaraty, a China permanece como o principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio bilateral alcançou US$ 170,9 bilhões, enquanto o superávit brasileiro chegou a US$ 29 bilhões, impulsionado principalmente pelas exportações de produtos agropecuários.
A pauta comercial brasileira para o mercado chinês continua concentrada em commodities como soja, minério de ferro e petróleo, enquanto a China mantém posição de destaque como fornecedora de insumos industriais, máquinas, equipamentos e fertilizantes para o agronegócio brasileiro.
Cooperação além do comércio
A agenda também deve abordar temas ligados ao multilateralismo, às reformas de organismos internacionais, à cooperação entre os países do BRICS e à coordenação em questões globais.
Brasil e China são membros fundadores do bloco BRICS e mantêm diálogo frequente sobre governança internacional, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar e financiamento para países em desenvolvimento.
Nos últimos anos, o governo brasileiro tem defendido uma política externa baseada na ampliação de parcerias comerciais e diplomáticas, mantendo interlocução com diferentes blocos econômicos e centros de poder global.
A expectativa é que o encontro em Pequim contribua para fortalecer ainda mais a relação bilateral e abrir novas oportunidades de cooperação econômica, tecnológica e institucional entre os dois países.
Fonte: Agência Brasil, Itamaraty e Ministério das Relações Exteriores da China.




